segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Organização Mundial do Comércio

A ESTRUTURA DO ACORDO DA OMC E RESPECTIVOS ANEXOS

§ O Acto Final de Marráquexe

§ O Acordo que institui a OMC

§ Anexos

A. O Acto Final de Marráquexe

Inclui uma lista de acordos multilaterais e plurilaterais, assim como decisões e declarações ministeriais que clarificam disposições de determinados acordos.

Os acordos comerciais multilaterais, são constituídos pelos acordos e pelos instrumentos jurídicos que fazem parte integrante dos acordos da OMC e que são vinculativos para todos os membros da da OMC. Quanto aos acordos plurilaterais, embora façam parte dos acordos da OMC, não criam obrigações nem direitos aos membros da OMC que não os tenham aceites (Anexo 4).

A estrutura dos acordos abrangidos da OMC funciona, na base do princípio do single undertaking[1], em relação à adesão ou aceitação dos resultados da Ronda de Uruguai, cujo teor significa: ser membro da OMC implica aceitar todos os resultados da Uruguay Round sem excepção, mesmo os acordos plurilaterais, embora estes só vinculem às partes quando estes forem subscritores dos respectivos acordos, por força do artigo XII e do artigo XIV, ambos do Acordo Constitutivo da OMC.

B. O Acordo que institui a OMC

Comporta o próprio acordo com vários anexos que contêm regras da OMC, a saber:

§ Anexo 1A – (GATT),

§ Anexo 1B – (GATS),

§ Anexo 1C – (TRIPS),

§ Anexo2 (MERL) e

§ Anexo3 (MEPC), e por fim

§ Anexo 4 – Acordos plurianuais

C. Os Anexos:

O Anexo 1A – Trata dos seguintes acordos multilaterais:

Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio de 1994 (o “GATT-94”, que incorporou o GATT-47);

Acordo sobre Agricultura;

Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias;

Acordo sobre Texteis e Vestuário;

Acordo sobre os Obstáculos Técnicos ao Comércio;

Acordo sobre as Medidas de Investimentos relacionados com o Comércio;

Acordo sobre Medidas Anti-Dumping;

Acordo sobre a Determinação do Valor Aduaneiro;

Acordo sobre a Inspecção Pré-Embarque;

Acordo sobre as Regras de Origem;

Acordo sobre os Procedimentos em Matéria de Licenças de Importação;

Acordo sobre as Subvenções e Medidas de Compensação; e

Acordo sobre as Medidas de Salvaguarda.

O Anexo 1B – Contém o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS).

O Anexo1C – Está relacionado com o Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados com o Comércio (TRIPS), incluindo o comércio de mercadorias de contrafacção.

O Anexo2 – Compreende o Memorando de Entendimento sobre regras e Processos que regem a Resolução de Litígios (MERL).

O Anexo3 – Refere-se ao Mecanismo de Exame das Políticas Comerciais (MEPC) dos membros da OMC.

E finalmente, o Anexo 4 – Trata dos seguintes acordos plurilaterais:

Acordo sobre o Comércio de Aeronaves Civis;

Acordo sobre Contratos Públicos (Procurement Governamental);

Acordo Internacional sobre Leite e os Produtos Lácteos; e

Acordo Internacional sobre a Carne Bovina.

NB. Os dois últimos acordos do anexo 4 já foram revogados no final de 1997.

Será que Moçambique já ratificou o acordo da OMC?

No Direito Comparado: a UE, Portugal e Brazil já ratificaram o acordo:

· A UE, pela Decisão do Conselho da União Europeia nº 94/800/CE, de 22 de Dezembro de 1994, foi aprovado em nome da Comunidade os acordos resultantes das negociações do Uruguai Round, publicados no Jornal Oficial L 366 de 23.12.1994;

· Portugal pela Resolução da AR nº 75-B/94, de 27 de Dezembro, aprovou a ratificação do acordo da OMC, seus anexos decisões, declaração e o acto final; pelo Decreto Presidencial nº 82-B/94, de 27 de Dezembro, ratificou o acordo da OMC, seus anexos decisões, declaração e o acto final;

· O Brazil também ratificou o acordo por Decreto nº 1.355 de 30 de Dezembro de 1994, incorporando assim o acto final da ronda de Uruguai sobre as negociações multilaterais do GATT-94, no seu sistema jurídico.

Moçambique é signatário do GATT a partir de 27 de Julho de 1992. Em 1994, é que o Conselho de Ministros ratificou o acto final que incorpora os resultados das negociações comerciais multilaterais do Uruguai Round pela Resolução nº 31/94, de 20 de Setembro, publicado pelo BR nº 37, I Série. A questão que se coloca é saber se Moçambique é ou não membro originário?

Em 1947 eram apenas 23 membros fundadores do GATT. Retiraram-se depois 3 países entre eles: China, Líbano e Síria. Até finais de 1994, 128 países eram partes contratantes do GATT, incluindo Moçambique, que já fazia parte desta lista histórica, desde 27 de Julho de 1992. E é considerado membro da OMC desde 26 de Agosto de 1995. Neste momento a OMC tem 153 países membros e 30 observadores. E a China só regressou em 2001. Neste momento o Líbano já integra a lista dos países observadores. E em relação à Syria, nenhum rasto tem-se em vista.

Nos termos do nº 1 do artigo XI, do Acordo da OMC, são considerados membros originais da OMC:

As Partes Contratantes no GATT de 1947 à data da entrada em vigor do presente Acordo e as Comunidades Europeias, que aceitem o presente Acordo e os acordos comerciais multilaterais e para as quais são anexadas listas de concessões e de compromissos ao GATT de 1994, bem como listas de compromissos específicos ao GATS, tornam-se Membros originais da OMC[2].

Portanto, Moçambique é membro original da OMC, porque até a entrada em vigor do Acordo Constitutivo da OMC já era parte contratante do GATT-47.

Autor: Mestre António Chuva



[1] NAMBURETE, Salvador A Organização Mundial do Comércio – Uma visão Africana, Almedina, Coimbra, 2005, pag. 19.

[2] Cfr. CHUVA, António Colectânea de Legislação de Comércio Internacional, CFJJ – MJ, Maputo, 2007, pag. 20.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A agricultura e os termos de troca

Sin bien la agricultura está disminuyendo

como porcentaje del comercio mundial,

muchos países pobres siguen dependiendo fuertemente

de las exportaciones agrícolas. De hecho, al

menos 25% de los ingresos de más de 50 países en

desarrollo dependen de este rubro. Estos países van

en la senda descendente, ya que exportan productos

que representan una parte cada vez menor del comercio

y del ingreso mundial, con las consiguientes

repercusiones para su situación en la distribución

mundial. América Latina (29%, sin contar México)

y África Subsahariana (16%) son las regiones que

exportan más productos agrícolas.

Muchos de estos países, en especial de África

Subsahariana, dependen de una cantidad muy reducida

de productos básicos que a nivel mundial

han enfrentado fuertes y sostenidas bajas de precio.

Entre 1997 y 2001, el índice combinado de precios

de todos los productos básicos disminuyó 53% en

términos reales, lo que implica que los exportadores

africanos tendrían que duplicar el volumen de

los productos exportados para mantener constantes

los ingresos.

Sin embargo, no sólo los exportadores de productos

básicos han debido enfrentar términos de intercambio

en franco descenso, ya que el poder adquisitivo

de las exportaciones industriales provenientes de

los países en desarrollo se ha reducido alrededor de

10% desde mediados del los años noventa. Dentro

de estas últimas, las de gran intensidad de mano de

obra enfrentan la caída más pronunciada15.

Fonte: Relatório IDH 2005

A África Subsariana e o Comércio Internacional

Mientras que el comercio ha

aumentado de 40% a 55% desde 1990 como porcentaje

del PIB, la participación de la región en las exportaciones

mundiales (sin contar Sudáfrica) se ha

reducido a 0,3%. Hoy, la participación

de África Subsahariana (con una población de 689

millones de habitantes) en las exportaciones mun-

diales es inferior a la mitad de la de Bélgica (país con

10 millones de habitantes).

El caso de África Subsahariana demuestra gráfi -

camente que las pérdidas del comercio pueden pesar

más que los beneficios asociados con la ayuda y el

alivio de la deuda. Si África hubiera logrado mantener

la misma participación en las exportaciones

mundiales que tenía en 1980, hoy sus exportaciones

sumarían unos US$119.000 millones más (en dólares

constantes de 2000), cifra equivalente a unas

cinco veces los flujos de ayuda y los superávit presupuestarios

generados por el alivio del servicio de

la deuda otorgado por los países de ingresos altos

en 2002.

Fonte: Relatório IDH 2005

Um mundo globalizado

En electrónica computacional,

centros regionales situados en Asia Oriental

dominan las redes mundiales. Se calcula que

dos terceras partes de los componentes de computadoras

que se comercializan en los Estados Unidos

han pasado por la ciudad china de Dongguan, y en

ocasiones más de una vez. Los ‘automóviles nacionales’

son un asunto del pasado. General Motors ensambla

sus cajas de cambio en México, las tapas de

los radiadores provienen de Chennai, la India, y la

tapicería es entregada por proveedores de Indonesia

que utilizan materiales importados de China.

La fragmentación de la producción se ha dado

junto con cambios más amplios. Algunos servicios

que antes sólo podían prestarse dentro de un país

ahora se comercializan a nivel internacional y hoy

las empresas occidentales no sólo subcontratan los

servicios de programas de informática, sino también

la gestión de datos, los servicios de información y las

declaraciones de siniestros. Uno de los resultados ha

sido el vertiginoso crecimiento de las tecnologías de

la información de la India y de las industrias de contratación

externa de negocios. También se subcontratan

procesos de investigación, gestión de datos

y suministro de servicios técnicos. General Electric

ahora tiene en funcionamiento uno de los laboratorios

de investigación aeroespacial más grandes del

mundo en Bangalore, la India, siguiendo los pasos

de empresas como Intel y Texas Instruments en la

reubicación de sus instalaciones de investigación.

Fonte: Relatório IDH 2005